Estudos da Célula

Sacrifício (Parte 2) - A Lei da Semeadura e Colheita

17 de outubro de 2005 4 MIN DE LEITURA

Na semana passada introduzimos o assunto "Sacrifício" falando alguns pontos importantes: (1) Todas coisas de valor são alcançadas por sacrifício, (2) O Reino de Deus é alcançado por sacrifício, (3) Conhecemos o que as pessoas verdadeiramente querem pelos seus sacrifícios, (4) Só alcançamos coisas dos céus através de sacrifícios. Foi falado que o sacrifício é uma troca de coisas de menor valor por coisas de maior valor. Nesta semana daremos continuação a estas questões vendo o sacrifício como uma semeadura para posterior colheita.

"Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto." (Jo 12:24)

1. A lei da semeadura e colheita é a base para todo sacrifício.

É interessante observar que todos os elementos de sacrifícios do Velho Testamento tinham uma natureza agrícola e que, excetuando talvez o incenso, todos os demais elementos usados nos sacrifícios eram comestíveis. Assim, o sacrifício tem uma forte ligação com a agricultura e está intimamente ligado com uma semeadura para uma grande colheita.

Um agricultor precisa sacrificar (semear) suas semente em época de escassez, para colher posteriormente muito mais. Como normalidade, no momento da semeadura a semente tem um custo bastante alto, mais alto que no momento da colheita. Muitos agricultores fazem empréstimos para comprar sementes de alto valor (na época da semeadura) para poderem colher posteriormente 30, 60 ou até 100 vezes por cada semente semeada (Mt 13:8,23). Assim, sacrificar é abrir mão de sementes que no momento são de alto valor para se colher posteriormente em abundância.

2. Sacrificar tem a conotação de morte.

Embora no Antigo Testamento houvesse sacrifícios com vinho e cereais, os sacrifícios mais importantes eram os de animais. A perda da vida da vítima era um fator crucial em quase todos sacrifícios. A indicação que a vida estava sendo perdida se demostrava pela extração do sangue do animal, uma vez que se entendia que a vida estava no sangue ((Lv 17:11).

Assim como o grão que é semeado precisa morrer para que produza mais fruto, qualquer pessoa que quer alcançar grandes coisas precisa passar por um processo sacrificial de morrer para aquilo que ele busca. Precisa entregar, se desfazer, se separar daquilo que quer colher. A pessoa que não está disposta a morrer para o orgulho, nunca colherá a exaltação. A pessoa que não está disposta a abrir mão do seu egoísmo nunca alcançará a abundância de Deus. A pessoa que não está disposta a entregar seus recursos financeiros para Deus nunca alcançará a prosperidade e riqueza que vem de Deus. Quem não "morrer" não pode alcançar as coisas de Deus. O processo sacrificial de "morrer" é doloroso, porém produz resultados tremendos. Só alcançamos os resultados de Deus em alguma área se passamos pelo processo de mortificação nesta área de nossa vida. Sem que isto aconteça não poderemos experimentar os milagres de Deus.

3. A semente determina a colheita.

Ninguém planta semente de soja e colhe milho. Quem planta semente se soja colhe soja. Quem semeia sementes de trigo colhe trigo. Quem semeia ventos segará tormentas (Os 8:7). Ventos trazem tempestades e sementes de trigo geram trigo. "Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará." (Gl 6:7) Como sacrifício são sementes, antes de sacrificar precisamos saber o que queremos alcançar. Para se tornar "Pai de Multidões", Deus pediu para Abraão sacrificar seu único filho. Para Deus gerar muitos filhos, ele teve que sacrificar seu único Filho. Para Deus exaltar José, primeiramente ele teve que sacrificar todo seu orgulho e ser humilhado ao extremo. A viúva de Sarepta alimentou o profeta Elias com um bolo feito do restante de sua farinha e de seu azeite e Deus lhe prometeu que a farinha não acabaria e o azeite não faltaria até que voltasse a chover em Israel (I Rs 17:12). Deus se manifesta a pessoa exatamente de acordo com sua atitude (Sl 18:25-26)

Aquele que sacrifica, semeia para colher. O que colhemos é da mesma espécie do que semeamos.

a. Para colhermos abundância de prosperidade e riquezas de Deus temos que sacrificar recursos materiais (Ml 3:10-12).

b. Para colhermos vidas salvas temos que nos sacrificar em jejuns, pois o jejum traz a conotação de morte, pela falta de alimento para sustentar a vida (Et 4:16).

c. Para colhermos presença de Deus em nossa vida temos que sacrificar nosso tempo na presença de Deus (Sl 105:4).

d. Para que Deus nos exalte temos que nos sacrificar através da verdadeira humildade (I Pe 5:6).

Aplicação

Sabemos que só colhemos o que semeamos. O dia de amanhã será aquilo que semearmos hoje. As sementes são os sacrifícios. O sacrifício de hoje determinará nosso futuro. Sem sacrifícios, sem futuro. Você determina seu futuro hoje. Mas para se ter um grande futuro necessita-se grandes sacrifícios. A espécie de colheita que teremos amanhã é determinada pelas sementes de sacrifício que semeamos hoje. Quais sementes você está plantando? Que sacrifícios você está fazendo?

Ricardo Wagner, apóstolo

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