MILAGRES, PRODÍGIOS E SINAIS (Ricardo Wagner, ap.)
Num tempo onde a incredulidade e a transcendência são desprezados, e até ridicularizados, precisamos usar as estratégias que Deus nos deu para que seja expresso e manifesto o poder de Deus e assim levar os incrédulos a fé.
A Bíblia usa 3 palavras para expressar aquilo de sobrenatural que Jesus fazia: milagres (em grego “dunamis”), prodígios ou maravilhas (em grego “teras”) e sinais (em grego “semeion”).
Em dois versículos da Bíblia estas três palavras aparecem simultaneamente (At 2:22, Hb 2:2-4). A palavra “dunamis” muitas vezes traduzida por milagres e outras tantas vezes por poder refere-se a toda manifestação do poder de Deus.
Já a palavra “teras” traduzida por prodígios e tantas outras vezes por maravilhas eram normalmente as manifestações visíveis do poder de Deus que causavam impacto e espanto ao serem vistas (por isto que a palavra “teras”/maravilhas aparece sempre junto com a palavra sinal). Assim, os milagres e especialmente as maravilhas serviam como sinais (“semeion”) para que as pessoas cressem.
Jo 2:11 RA – “Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.”
Jo 2:23 – “Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome.” (ler também Jo 4:48)
Jo 20:30-31 – “... fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”
O propósito dos milagres e dos prodígios era servir de sinal para as pessoas verem o poder de Deus em ação e assim houvesse autenticação da veracidade da palavra pregada. Jesus demonstrou em inúmeras vezes que Ele era o Cristo, o Ungido de Deus, através da demonstração de sinais, prodígios e maravilhas.
At 2:22 – “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis.”
Na época em que Jesus veio a este mundo, existiam muitos que reivindicavam ser o Messias, mas somente Jesus demonstrou que ele era verdadeiramente o Cristo através dos milagres, prodígios e sinais que apenas alguém vindo da parte de Deus poderia fazer (Jo 3:2).
Jo 10:37-38 – “37 Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; 38 mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai.”
Igualmente na igreja primitiva haviam muitas vozes pregando heresias. Assim, era crítico que os apóstolos demonstrassem sua autenticidade realizando milagres extraordinários, dando substância aos seus ministérios e fazendo com que a igreja fosse estabelecida com base segura e confiável (II Co 12:12).
A implicação dos versos abaixo sugere claramente que o propósito dos sinais, prodígios e milagres era de dar autenticidade ao mensageiro e confirmação a sua mensagem.
Mc 16:20 – “E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.”
I Co 2:4-5 – “4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, 5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.”
Toda história de Deus com seu povo funcionou assim: os milagres validavam e credenciavam os mensageiros do Deus vivo:
Ex 4:7-9 – “7 Disse ainda o SENHOR (a Moisés quando do seu chamado no deserto): Torna a meter a mão no peito. Ele a meteu no peito, novamente; e, quando a tirou, eis que se havia tornado como o restante de sua carne. 8 Se eles te não crerem, nem atenderem à evidência do primeiro sinal, talvez crerão na evidência do segundo. 9 Se nem ainda crerem mediante estes dois sinais, nem te ouvirem a voz, tomarás das águas do rio e as derramarás na terra seca; e as águas que do rio tomares tornar-se-ão em sangue sobre a terra.”
Nm 14:11 – “Disse o SENHOR a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?”
Concluindo podemos dizer que os milagres, prodígios e sinais credenciam:
(a) o próprio Deus pela demonstração do que ele é poderoso para fazer,
(b) o mensageiro, que é credenciado pelas manifestações de poder; e
(c) a mensagem, que é credenciada pelos sinais manifestos.
PERGUNTAS: Você crê que os milagres de Deus são tão importantes hoje como eram no tempo de Jesus e dos primeiros apóstolos? Por quê?
Você concorda que as pessoas creem mais facilmente quando veem milagres?
Então, como podemos voltar a prática dos milagres na atualidade?


