Estudos da Célula

FILHOS VERDADEIROS

06 de abril de 2021 7 MIN DE LEITURA

Filhos Verdadeiros (Ricardo Wagner, ap.)

Rm 8:16 – “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” Deus nunca foi conhecido como “Pai” até que Jesus veio à terra e o revelou como tal! Em Sua oração, Jesus disse: “25 Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. 26 Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer.” (Jo 17:25-26a)

A que nome Jesus estava se referindo? Era o nome “Pai”. Jesus veio a esta terra a fim de apresentar Deus como "Pai" para os homens. Até Jesus trazer esta revelação os judeus se dirigiam a Deus apenas num conceito dum Pai coletivo. Eles não tinham o conceito de Deus como um pai pessoal e individual. Este pensamento era inconcebível para os judeus da época de Jesus. Este foi o motivo dos judeus tentarem apedrejar a Jesus por blasfêmia, quando Jesus chamou Deus de Pai. Jo 5:18a – “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também (Jesus) dizia que Deus era seu próprio Pai.”

Temos agora o privilégio de termos sido feitos filhos de Deus (Jo 1:12). Este conceito é muito difícil de ser entendido. Por isto muitos vão ao encontro de Deus e de seus líderes com um conceito errado sobre filiação. Vamos ver na vida de Abraão quais características de pessoas que não agem como verdadeiros filhos. Abrão já tinha 75 anos quando começou sua jornada. Vemos várias pessoas das quais ele quis fazer como se fossem seus filhos, mas eles não agiram como tal.

1. Ló, o sobrinho. Hamã, o pai de Ló havia morrido. Como Abraão não tinha filhos, tomou consigo seu sobrinho Ló. Abrão tentou fazer de seu sobrinho Ló, um filho. Mas percebemos que as características de Ló não foram de um filho.

a. Ló não tinha a filosofia do “nosso”, mas a filosofia do “meu” e do “teu”. Abraão e Ló não tinham as coisas em comum, como pai e filho. Ló tinha o seu rebanho e os seus pastores e Abraão possuía os seus, a ponto de surgir contenda entre os pastores de Ló e de Abraão (Gn 13:5-7).

b. Ló tinha interesses próprios e fazia as coisas por interesses pessoais. Os interesses de Ló eram pessoais e diferentes dos interesses de Abraão. Ele tinha “cabeça” própria, interesses próprios e propriedades próprias. Estava andando com Abraão, mas não estava com Abraão. Estava fazendo as coisas para si mesmo e não para a família (equipe). (Leia Gn 13:5-6)

c. Ló era ganancioso. Quando Ló se separou de Abraão, as Escrituras relatam: “Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada ... Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente; separaram-se um do outro.” (Gn 13:10-11). O foco de Ló era ele mesmo e que ficasse com o melhor.

d. Ló abandonou o “pai” Abraão quando vislumbrou uma melhor oportunidade. Ló, quando inquirido a se separar de Abraão (Gn 13:9), vislumbrando a oportunidade de ficar com uma boa terra nem hesitou. Demonstrou nesta atitude a característica de independência, ganância, orgulho e interesse pessoal, vendo somente a oportunidade de fazer o que era para seu próprio ganho. Compare com a reação de Rute (Rt 1:16-17) e de Eliseu (II Rs 2:2,4,6).

e. Ló não conseguiu exercer forte liderança por buscar apenas interesses pessoais. Quando Ló morava em Sodoma, não conseguiu sequer influenciar outras 6 pessoas para que a cidade onde morava não fosse destruída (pois se os anjos encontrassem 10 pessoas justas em Sodoma não a destruiriam - Gn 18:16-33)

2. Eliézer, o servo. Eliézer era um damasceno, servo de Abraão. Quando Deus veio reafirmar suas promessas, “respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro.” (Gn 15.2,3). A mentalidade de Eliézer era uma mentalidade de escravo e não de filho. Na mentalidade de um servo submisso ele precisava ter seu mérito para ser reconhecido.

3. Ismael. Ismael foi o filho de Abraão gerado através de Hagar. Ismael era um filho bastardo, um filho ilegítimo. Apesar de possuir o DNA de Abraão, não era o filho da promessa. Causou muitos problemas à casa de Abraão, por impedir o crescimento de seu irmão, pois queria a atenção exclusiva para si. (Gn 21:8-12).

4. Isaque. Foi o filho legítimo de Abraão e Sara. Certa vez Deus pediu a Abraão para sacrificar seu filho. “Quando (Abraão e Isaque) chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado, Abraão construiu um altar e sobre ele arrumou a lenha. Amarrou seu filho Isaque e o colocou sobre o altar, em cima da lenha. Então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificar seu filho” (Gn 22:9-10). Deus disse: “Não toque no rapaz”. Assim Abraão interrompeu o sacrifício de seu único filho. E voltaram juntos para casa. Em sua velhice, Abraão deu tudo o que possuía a Isaque (Gn 25:5).

PERGUNTAS: O que cada um destes personagens nos ensina sobre o conceito e as atitudes de um verdadeiro filho? Quais as dificuldades pessoais que temos para nos concebermos como verdadeiros filhos de Deus e verdadeiros filhos espirituais?

Reunião da Célula

1. Encontro

a. Enquanto as pessoas forem chegando, você pode deixar uma música de fundo rodando no ambiente. Isto ajuda a preparar o ambiente para célula e deixa mais descontraído.

b. Nunca deixe de dar muita atenção para os novos na célula. Eles precisam se sentir especiais (como realmente são).

c. Peça para as pessoas que trouxeram os visitantes, apresentarem estas pessoas. Receba a todos com muita expectativa e amor.

d. Quebra Gelo: Pergunta: Qual a característica de seu pai e sua mãe que você mais admira?

2. Exaltação

a. Se houver possibilidade, cante dois cânticos bem alegres. Se não há quem toque um instrumento, seria interessante que se tenha um aparelho de som e se colocasse uma música pré-selecionada que todos possam cantar juntos. Pode ser até um celular.

b. A presença de Deus é que faz com que as pessoas sejam transformadas na célula. Então valorize este momento para todos entenderem que sobretudo a presença de Deus deve ser valorizada e desejada.

c. Ore pelo andamento da célula e por cada pessoa!

3. Edificação

a. Num momento em que precisamos efetivamente depender da interferência de Deus em nossa história, precisamos nos posicionar como verdadeiros filhos herdeiros das promessas de Deus. Muitas vezes, pelos problemas de filiação natural, falhamos em entender o verdadeiro conceito de Filhos de Deus.

b. Esta ministração tem o objetivo de levar os membros de nossa célula a reconhecerem no que falham em seus conceitos e em suas atitudes como filhos de Deus. Também pode nos ajudar muito no conceito de discipulado, entendendo como devemos nos comportar diante de nosso pai espiritual.

4. Evangelismo

a. Ore para que as pessoas de sua célula se posicionarem diante de Deus como verdadeiros filhos e em seu discipulado como filhos espirituais leais.

b. Ore sempre pelas necessidades das pessoas (pode fazer uso da cadeira da bênção para esta oração).

c. Aproveite para levar as pessoas que ainda não conhecem a Jesus a se entregarem a ele.

d. Ore pelas pessoas que estão na lista de oração. Faça algo criativo para elas sentirem verdadeiramente que esta lista é muito importante.

e. Dê os avisos necessários.

f. Orem pela liderança da sua igreja e da Rede Apostólica.

g. NUNCA deixe de compartilhar os objetivos da célula, discutir como estão avançando nestes objetivos, estabelecer estratégias e orar por eles. Faça SEMPRE isto.

h. Não esqueça de fazer mensalmente a REUNIÃO FESTIVA para facilitar trazer novas pessoas para a célula.

Observação: Numa igreja em células o sucesso da igreja é dependente do sucesso das células. Se as células forem negligenciadas não podemos esperar uma igreja bem sucedida. O sucesso da igreja é o sucesso das células. (Corrigido por Prfta Eneida Wagner)

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