Texto Base:
“E nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.”
“Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.” (Ef 1:5,11)
Introdução
Toda pessoa tem um destino. A Bíblia nos fala em Efésios
Antes do apóstolo Paulo dizer que nascemos com o destino de cumprirmos com um propósito (Ef. 3:11), ele disse que o destino de sermos adotados e nos tornarmos filhos e termos um pai (Ef 3:5). O fato é que se não entrarmos no destino de sermos filhos e termos um pai, não poderemos entrar no destino de cumprirmos com um propósito. Se uma pessoa que não sabe quem é, dificilmente saberá para onde ir.
O destino de sermos filhos diz respeito a termos uma identidade, ou seja, sabermos quem somos. O destino de cumprirmos com um propósito se refere a nossa missão, ou seja, para onde vamos. Uma pessoa de destino é uma pessoa de identidade e propósito. Uma pessoa de destino é uma pessoa que sabe quem é e para onde vai.
Uma pessoa só encontra a verdadeira felicidade em sua vida quando estiver no pleno cumprimento de seu destino. Sem que venhamos a cumprir nosso destino não somos felizes. Uma pessoa pode ser muito próspera em seus negócios, porém se não estiver cumprindo com seu destino, não será feliz.
1. O pai dá identidade ao filho
Muitas pessoa não conseguem viver em seu destino profético porque de fato não sabem quem são. A identidade de uma pessoa é determinada pelo seu pai. Recebemos o sobrenome de nosso pai que nos dá a nossa identidade. Somos parecidos com nosso pai. Na Bíblia uma grande parte das pessoas era chamada de uma forme que referenciava o nome de seu Pai. Por Exemplo. Simão Barjonas (Bar significa “filho de” – traduzindo: Simão, filho de Jonas), Bartolomeu que significa filho de Tolomeu.
Quando o filho pródigo voltou para casa, seu pai lhe deu um anel (Lc 15:22). Os anéis na época tinham o brasão da família. Pelo anel podia-se identificar quem era a pessoa. Quando o rapaz voltou ao seu pai ele recebeu um anel com a insígnia da família. Quando ele recebeu o anel ele recebeu uma identidade. Quando o rapaz colocou o anel, todos sabiam quem ele era. Onde ele aparecia, todos olhando para seu anel, o identificavam.
Quem não tem um verdadeiro pai não tem uma identidade clara. Sem identidade sem propósito, sem futuro, sem felicidade. De fato se não tivermos uma clara paternidade, nunca poderemos ser felizes. Sem que tenhamos um verdadeiro pai e sejamos um verdadeiro filho nunca cumpriremos com aquilo que a nós está destinado.
2. O pai estabelece o destino do filho
A mãe é a primeira responsável pelo filho. Ela automaticamente está ligada à criança, pois carrega o filho durante 9 meses em seu ventre. A mãe é responsável pela aceitação do filho. Não importa como é a criança que tenha nascido, a mão tem um instinto natural de aceitá-lo e amá-lo. Mesmo que tenha algum defeito congênito, a mãe tem a natureza e responsabilidade de amar a criança independente de qualquer coisa.
A criança fica ligada principalmente com sua mãe até seus 9 anos e a partir deste momento o pai entra
Quando alguém tem problemas com seu pai, provavelmente terá problemas com seu destino. Pessoas sem propósito de vida são pessoas altamente infelizes.
3. Pais espirituais
Graças a Deus porque todo aquele que entregou sua vida a Jesus tem um Pai. Assim, “se meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me acolherá” (Sl 27:10). Além de termos um Pai celestial, do qual todos nós herdamos o nome (Ef 3:15) também temos o privilégio de termos um pai espiritual. Uma pessoa sensível, inteligente e madura deveria se colocar debaixo de uma filiação espiritual imediatamente, pois os benefícios da paternidade são incontáveis. Tudo o que alguém não teve com seu pai natural, pode ser resgatado com um pai espiritual. Seria importante que de nós fosse dito o que foi dito a respeito de Tito e Timóteo (Tt 1:4, I Tm 1:2), pois o apóstolo Paulo os chamou de verdadeiros filhos na fé. Se não tivermos pais espirituais e formos verdadeiros filhos na fé, perderemos a felicidade da vida, pois certamente teremos fragilidade em nossa identidade e em nosso propósito como pessoas. A paternidade é uma das principais funções do discipulador e o privilégio de termos pais e sermos filhos foi resgatado pela visão celular.
Ricardo Wagner, apóstolo


