Santidade (Ricardo Wagner, ap.)
Sabemos que a cidade de Corinto, na época em que o apóstolo Paulo foi evangelizar, era uma cidade pagã, onde a cultura era completamente tomada pelo pecado. Poderíamos dizer que era a “sin city” (cidade do pecado) da época. Em Corinto estava o templo de Afrodite, com mais de 1000 sacerdotes e sacerdotisas (prostitutos) cultuais. Nesta cidade, também havia o culto a lísio– o deus grego equivalente ao deus romano baco, deus do vinho, onde vem a palavra bacanal – e em sua honra realizavam grandes festivais e bacanais. Estes festivais eram regados a muito vinho e sexo, sendo que, na cidade haviam diversas adegas, que produziam vinho. Também haviam uma infinidade de templos pagãos com seus diversos cultos exóticos. Corinto era uma cidade portuária, cheia de estrangeiros procurando por perversão.
Esta era a cultura que Paulo encontrou em Corinto. Por outro lado, sabemos que o apóstolo Paulo tinha um padrão moral elevadíssimo, e compreendia que a igreja deveria expressar a santidade de Deus.
I Ts 4:3-7 – “3 Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; 4 que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, 5 não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus ... 7 porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.”
A pregação do evangelho confrontava diretamente a cultura da época. Apesar de toda diligência de Paulo, a igreja de Corinto acabou absorvendo a cultura daquela época, trazendo padrões mundanos para dentro da igreja de Corinto. Paulo chama atenção de muitos problemas mundanos que a igreja de Corinto enfrentava naquele tempo: divisões internas (cada pessoa se ligando a um líder em especial), impureza sexual (a ponto de um rapaz ter relações sexuais com sua madrasta), bebedices (chegavam a se embriagar na ceia), idolatria (faziam parte dos sacrifícios a ídolos), confusão espiritual (mal uso dos dons), disputas judiciais entre irmãos, confusões doutrinárias, etc.
PERGUNTAS: A história de Corinto nos mostra como a igreja local pode ser grandemente influenciada pela cultura local. Como podemos minimizar ao máximo que conceitos e práticas não bíblicos da cultura se infiltrem na igreja?
Apesar de haver tantos pecados dentro da igreja, o apóstolo Paulo ainda os chama de santos. Esta palavra santos (no hebraico kadosh) significa algo distinto, separado e especial.
I Co 1:1-3 – “1 Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus) e o irmão Sóstenes, 2 à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: 3 graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.”
Olhando superficialmente, talvez era mais coerente chamá-los de pecadores. Mas Paulo os chama de “santos”, uma vez que receberam a Cristo e todos seus pecados haviam sido perdoados.
Hb 10:10 – “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.”
Todavia, apesar de nossos pecados terem sido perdoados, quando Jesus morreu na cruz, precisamos viver de acordo com aquilo que somos. Se somos santos (especiais) temos que viver como santos (pessoas especiais e distintas). Paulo diz: “Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo” (Fp 1:27a). Nossa vida demonstra quem somos.
Para um cachorro o normal é que ele viva latindo. Para um gato que ele viva miando. Para um adúltero que ele viva adulterando e para um bêbado que ele viva bebendo. Também assim acontece para um filho de Deus. Se ele é santo, o normal é que ele viva se santificando. O natural é que ele viva longe do pecado. Nossa vida, nossas ações e atitudes demonstram quem somos.
Ap 22:11b – “O justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.”
O apóstolo João é ainda mais enfático em relação a esta questão. Ele diz:
I Jo 3:8 – “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio.”
E o autor do livro de Hebreus é categórico:
Hb 12:14 – “Segui ... a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”
Em sua carta aos Corintos, Paulo alerta que aqueles que continuavam numa vida dissoluta e de pecado demonstravam quem eles realmente eram, e não somente isto, mas que estas práticas apontavam seus destinos:
I Co 6:9-11 – “9 Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, 10 nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. 11 Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
PERGUNTAS: Paulo mostra que aqueles que viviam em pecado não estavam inseridos no Reino, e aqueles que foram salvos tinham suas vidas transformadas. Qual área de sua vida foi e/ou continua sendo o maior desafio para santidade?
Reunião da Célula
1. Encontro
a. Enquanto as pessoas forem chegando, você pode deixar uma música de fundo rodando no ambiente. Isto ajuda a preparar o ambiente para célula e deixa mais descontraído.
b. Nunca deixe de dar muita atenção para os novos na célula. Eles precisam se sentir especiais (como são).
c. Peça para as pessoas que trouxeram os visitantes, apresentarem estas pessoas. Receba a todos com muita expectativa e amor.
d. Quebra Gelo: Pergunta: Desde que você conheceu a Jesus, qual área de sua vida que foi mais transformada?
2. Exaltação
a. Se houver possibilidade, cante dois cânticos bem alegres. Se não há quem toque um instrumento, seria interessante que se tenha um aparelho de som e se colocasse uma música pré-selecionada que todos possam cantar juntos. Pode ser até um celular.
b. A presença de Deus é que faz com que as pessoas sejam transformadas na célula. Então valorize este momento para todos entenderem que sobretudo a presença de Deus deve ser valorizada e desejada.
c. Ore pelo andamento da célula e por cada pessoa!
3. Edificação
a. Estamos enfrentando atualmente num contexto de liberalismo teológico, onde os costumes e ética milenar do cristianismo estão sendo colocadas em xeque. Precisamos voltar aos princípios da palavra, chamando cada coisa com seu nome: pecado não é apenas desvio ou erro, arrependimento não é apenas dizer que se enganou e relacionamento com Deus não é apenas participar em uma reunião.
b. Esta ministração tem o objetivo de gerar um povo verdadeiramente comprometido com os princípios da Palavra de Deus, não apenas receber o evangelho pela metade. Temos o preço da semeadura. Não apenas devemos pensar exclusivamente na colheita. Sem semeadura não há colheita.
4. Evangelismo
a. Ore para que cada pessoa em sua célula viva uma vida que demonstre sua posição de filho de Deus. Que cada membro de nossa célula “seja santo como Ele é Santo” (I Pe 1:16).
b. Ore sempre pelas necessidades das pessoas (pode fazer uso da cadeira da bênção para esta oração).
c. Aproveite para levar as pessoas que ainda não conhecem a Jesus a se entregarem a Ele.
d. Ore pelas pessoas que estão na lista de oração. Faça algo criativo para elas sentirem verdadeiramente que esta lista é muito importante.
e. Dê os avisos necessários.
f. Orem pela liderança da sua igreja e da Rede Apostólica.
g. NUNCA deixe de compartilhar os objetivos da célula, discutir como estão avançando nestes objetivos, estabelecer estratégias e orar por eles. Faça SEMPRE isto.
h. Não esqueça de fazer mensalmente a REUNIÃO FESTIVA para facilitar trazer novas pessoas para a célula.
OBS.: Um líder no meio do povo de Deus é comparado a um pastor de ovelhas. O pastor sempre vai na frente das ovelhas. Guia as ovelhas. Vai na frente. Faz primeiro. Seja um líder que está na frente dos seus liderados. Seja um exemplo. Se você pede para seus membros convidar pessoas novas, você precisa fazer primeiro. Se você pede para seus membros visitar os novos, faça você primeiro. Seja um exemplo. “Um exemplo vale mais que mil palavras”!
Corrigido por Prfta Eneida Wagner


