Estudos da Célula

Prender e Liberar

27 de setembro de 2005 5 MIN DE LEITURA

Jesus disse a Pedro: "(Eu) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus." (Mt 16:18-19)

Jesus disse neste versículo que a igreja que ele estava formando teria poder para romper com as portas do inferno. Segundo Jesus a igreja teria tanta autoridade que em suas mãos estaria as chaves do Reino dos Céus. Chaves na Bíblia significa autoridade. Então poderíamos dizer que Jesus colocou na mão da igreja a autoridade para abrir as portas do Reino dos Céus e trazer este Reino para a terra.

No mesmo momento, Jesus explicou no que consistia estas chaves: em ligar e desligar aqui na terra para que nos céu também fosse ligado ou desligado. Assim, todos cristão tem autoridade para ligar (abrir, liberar) ou desligar (fechar, prender, reter). Na vida de cada pessoa, em cada igreja, em cada cidade, etc., precisamos discernir o que precisa ser liberado ou retido. Assim como Abraão, quando liberamos e retemos, trazemos a existência aquilo que ainda não existem (Rm 4:17).

Mas como podemos liberar ou impedir que coisas aconteçam? Através de nossas declarações. Os decretos, deliberações e juízos é a forma de fazer com que as coisas aconteçam tanto no mundo físico como no mundo espiritual.

Como cristãos, pela fé, fomos chamados para reinarmos em vida: "muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo." (Rm 5:17). O próprio Jesus nos chama de reis duas vezes no livro de Apocalipse (Ap 1:6, 5:10). Isto significa que temos a incumbência de reinarmos e governarmos nesta terra.

No mundo atual o governo de uma nação é dividido em nos 3 poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os reis da antigüidade exerciam as 3 atividades: estabeleciam decretos (Legislativo), deliberavam as ações (Executivo) e julgavam as causas principais (Judiciário). Como reis precisamos governar como os reis da antigüidade.

Como cristãos comissionados a governar nesta terra, precisamos aprender a fazer com que as coisas aconteçam e tomem a forma do Reino dos Céus. Precisamos aprender a reinar com Cristo nesta terra, estabelecendo decretos proféticos e apostólicos, deliberando ações no mundo espiritual e estabelecendo juízos contra toda oposição.

  1. Decretos Proféticos Apostólicos (Poder Legislativo). Todo cristão é chamado para estabelecer aqui na terra as leis que regem os céus. Para podermos estabelecer leis no mundo espiritual, precisamos determinar os desígnios proféticos de Deus sobre nossa vida, nossa família, nossa igreja, nossa cidade, estado e país. Sem estabelecermos os decretos com autoridade apostólica, não poderemos esperar que os céus sejam estabelecidos na terra. As leis que regem os céus precisa ser o padrão pela qual vivemos aqui na terra. Se não estivermos decretando as leis celestiais em nosso meio, não há a mínima possibilidade de ver o governo de Deus na terra. Os decretos são as leis que regem um reino. As leis celestiais precisam se tornar nossas leis. O Apóstolo Paulo em suas cartas falava que todo cristão era um cidadão de outra pátria. Nessa pátria a principal lei é a "Lei da Fé" (Rm 3:27)
  2. Deliberações de Ações (Poder Executivo). Quando temos clareza das leis do Reino de Deus e vivemos conforme estas leis, temos nossos deveres, mas também podemos usufruir dos direitos que a lei nos confere. O Apóstolo Paulo entendia isto muito bem e quando via alguém com fé deliberava ações decorrentes da fé. "Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar. Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava." (At 14:8-10)
  3. Estabelecimento de Juízos (Poder Judiciário). Quando alguma coisa não anda de acordo com a lei estabelecida, a Lei da Fé, isto precisa ser julgado e a sentença estabelecida. Uma injustiça pode estar acontecendo contra nós, porém a justiça apenas é estabelecida quando entramos com um processo contra o opressor e este é julgado. A justiça não acontece sozinha, ela precisa ser reivindicada. Paulo compreendia isto muito bem e quando alguma coisa ia contra a Lei da Fé, logo ele estabelecia juízos para que a Lei fosse cumprida. "Mas opunha-se-lhes Elimas, o mágico (porque assim se interpreta o seu nome), procurando afastar da fé o procônsul. Todavia, Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos, disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor? Pois, agora, eis aí está sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego, não vendo o sol por algum tempo. No mesmo instante, caiu sobre ele névoa e escuridade, e, andando à roda, procurava quem o guiasse pela mão." (At 13:8-11). Temos que estabelecer o juízo contra todas obras malignas, contra todo espírito maligno opositor e até contra pessoas que se interpõe ao estabelecimento do Reino de Deus.

É chegada a hora da igreja de Deus começar a reinar com Cristo. As nossas palavras e nossos atos é a forma de governarmos. A nós foi dado o poder de liberar e impedir. Em nossas mãos está a autoridade para governarmos.

APLICAÇÃO

Deus nos chamou para exercermos autoridade. Meus atos estão voltados para ser um governante, estabelecedor de um novo Reino aqui nesta terra, ou sou alguém que se submete a lei deste mundo. Deus nos chama para reinarmos pelos padrões divinos e não para sermos escravos deste mundo.

Ricardo Wagner, apóstolo

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