Estudos da Célula

Palavras Poderosas (Parte 1) - O Círculo Virtuoso da Fé

14 de março de 2007 4 MIN DE LEITURA

Texto Base

“Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas. O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Lc 6:43-45)

Introdução

Quando Jesus falou sobre o tipo de frutos que produzimos, ele explicou também da dinâmica da geração de frutos. Jesus mostra que aquilo que produzimos depende explicitamente do que está em nosso coração e daquilo que falamos. O resultado de nossa vida está diretamente relacionado com aquilo que enchemos nosso coração e com aquilo que falamos.

1. O coração é a base de nossa vida

A palavra de Deus nos diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23). Do coração procedem todas as intenções. Não adiante tentarmos burlar as verdadeiras motivações. Mais cedo ou mais tarde todas as coisas vem a tona.

Deus disse para Salomão filho de Davi: “Se andares perante mim como andou Davi, teu pai, com integridade de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei e guardares os meus estatutos e os meus juízos, então, confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre, como falei acerca de Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor sobre o trono de Israel.” (I Rs 9:4-5)

As promessas de Deus a Salomão estavam condicionadas a sua integridade e sinceridade de coração, assim como era o coração de Davi. O rei Davi tinha um coração que agradava a Deus, um coração semelhante ao coração de Deus. O próprio Deus reconheceu isto quando disse: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade” (At 13:22).

2. A boca declara o que está em nosso coração

Como sabemos o que está no coração de uma pessoa? A Bíblia nos diz que “a boca fala do que está cheio o coração”. Tanto as coisas boas como as coisas ruins que estão em nosso coração são reveladas através de nossas palavras. As nossas palavras declaram quem somos. Sendo assim, somos o que falamos.

Se falarmos de coisas negativas, problemas, preocupações e impossibilidades, é assim que somos. Ou seja, se falamos coisas negativas somos na realidade pessoas negativas. Se falarmos de problemas, nós somos o problema. Se falarmos de preocupações somos pessoas limitadas e se falarmos de impossibilidades somos incrédulos.

Por outro lado se falarmos de coisas positivas, conquistas, projetos e avanços, é assim que somos. Ou seja, se falarmos de coisas positivas somos pessoas positivas. Se falarmos de conquistas, somos conquistadores. Se falarmos de projetos, somos pessoas que constroem algo e se falarmos de avanços somos pessoas de valor.

3. A fé nasce no coração e se manifesta através da boca

O que está em nosso coração e o que declaramos com nossa boca está intimamente ligado. A palavra de Deus diz que “com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10:10). A Bíblia é tão enfática que condiciona a salvação não apenas a crermos com o coração, mas a confessar com a boca sobre o que cremos em nosso coração, pois Deus nos ensinou que “a boca fala do que está cheio o coração”. O apóstolo Paulo escreve: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. (Rm 10:9).

Se quisermos receber algo de Deus precisamos aprender a declarar aquilo que cremos, declarar nossa fé. Sem confissão da fé não existe fé, por isso a Palavra de Deus nos diz: “a palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos” (Rm 10:8).

Conclusão

Se quisermos experimentar as grandes coisas de Deus temos que ter um coração sincero e sobre tudo aprender a declarar com nossa boca a respeito daquilo que cremos. Quanto mais cremos, mais falamos. Quanto mais falamos mais cremos. Um reforça o outro. Quando falamos reforçamos nossa fé e quando cremos, mais intensamente falamos. Se alguém tem dificuldade em crer deve iniciar falando, declarando, confessando a Palavra e as promessas de Deus. Assim sua fé é fortalecida. E fortalecendo a fé começamos a declarar isto com mais intensidade.

Um círculo vicioso é um sistema que cada componente reforça negativamente um ao outro. Mas o sistema da fé é um círculo virtuoso, em que cada componente quando reforçado fortalece o outro. Ou seja, quanto mais cremos mais confessamos. Quanto mais confessamos, mais cremos e assim por diante.

Ricardo Wagner, apóstolo

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