Estudos da Célula

O Retorno

19 de maio de 2008 6 MIN DE LEITURA

Texto Base.

Certo homem tinha dois filhos; 12o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. 13Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. 14Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. 16Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. 17Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! 18Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. 20E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. 21E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; 23trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, 24porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Lc 15:11-24)

Introdução

O inverno é a estação do ano onde passamos frio e o ambiente é muitas vezes bastante fechado e lúgubre. Por outro lado o verão é bastante claro, ensolarado e traz consigo uma sensação de liberdade. Da mesma forma, na vida de uma pessoa, existem momentos que passamos como que fosse pelo inverno da vida. Mas o propósito de Deus é levar-nos do inverno para a primavera até chegarmos ao verão, a estação de liberdade.

Jesus contou uma parábola falando do filho pródigo e contando como ele destruiu e desperdiçou sua vida até chegar ao fundo do poço. Ele tinha solicitado a parte de sua herança, ainda com seu pai em vida, e jogou tudo fora. Quando tudo acabou conseguiu um emprego desonroso de criar porcos. Com o salário que ganhava nem sequer conseguia se alimentar dignamente. Mas seu pai possuía uma grande fazenda e tinha em abundância. Para que o filho pródigo saísse daquela situação ele precisava passar por um processo de tomada de consciência da situação que se encontrava e ter atitudes para sair daquela situação.

1.    Depois do rapaz (filho pródigo) ter abandonado seu pai e de ter desperdiçado tudo, ele possuía muitos sentimentos negativos.

a.    Incapacidade. Ele sentia-se indigno de voltar à condição de filho uma vez que havia abandonado e ter causado tão grande desgosto a seu pai. Quando decidiu voltar para casa ele disse: “já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (v19).

b.    Culpa. Ele se sentia culpado por te vivido uma vida dissoluta, irresponsável, libertina e imoral.  Na parábola diz que ele “partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” (v13).

c.    Derrota. Ele se sentia completamente derrotado e sua auto-estima praticamente já não mais existia porque havia chegado à condição de miséria completa a ponto de aceitar um emprego deplorável e indigno, e mesmo pedindo esmolas “ninguém lhe dava nada” (v.16).

2.    Para que ele pudesse sair da situação que se encontrava Ele precisava entrar num processo restauração de sua vida.

a.    Arrependimento. Ele precisava se arrepender do pecado de abandono e deslealdade para com seu pai por ter esbanjado os valores preciosos que havia recebido.

b.    Receber perdão. Ele precisava ser perdoado por Deus por ter vivido uma vida imoral e irresponsável.

c.    Perdoar-se. Ele precisava perdoar-se a si mesmo por ter desperdiçado e destruído sua vida.

3.    Na parábola diz que o rapaz tomou consciência de sua situação e teve algumas atitudes para mudar sua condição.

a.      Humilhou-se. Ele decidiu voltar para casa numa condição de humildade, pois disse: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai... já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (v.18).

b.      Pediu perdão. Quando ele voltou disse para seu pai: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti” (v.18).

c.       Teve atitude e se moveu na direção da solução. O rapaz convencido que não precisava mais continuar viver naquela condição de desgraça “caindo em si... levantando-se, foi para seu pai” (v.18,20).

4.    Mesmo que o rapaz se achava indigno, com sentimento de culpa e uma auto-estima muito baixa, percebendo-se incapaz de receber completa misericórdia, ele não imaginava quão grande era a compaixão de seu pai e tudo o que lhe estava preparado. Por causa do grande amor de sue pai ele foi:

a.      Aceito.  Quando ele voltou, seu pai afirmou porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” expressando a alegria de ter seu filho, como filho, de volta (v.24).

b.      Perdoado. Quando o rapaz estava voltando para casa “vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou” (v.20).

c.       Restabelecido. O pai estava esperando este dia e tinha muitas coisas boas preparadas para quando seu filho retornasse:

- Havia roupas preparadas. O pai disse: “trazei depressa a melhor roupa, vesti-o” (v22). As roupas novas representam que agora o rapaz não andaria mais de qualquer forma, mas de uma forma digna de sua filiação.

- Havia um anel preparado. O pai disse: “Ponde-lhe um anel no dedo” (v22). O anel naquela época expressava a nobreza da família. A partir daquele momento o rapaz passou a ter uma identidade de valor.

- Havia sandálias preparadas. O pai disse: Ponde-lhe “sandálias nos pés” (v22). As sandálias representam que ele estaria protegido das circunstâncias do dia a dia. Diante das dificuldades ele não mais seria fragilizado e afligido.

- Fizeram uma festa. O pai disse “trazei também e matai o novilho cevado” (v23). A festa mostra que o filho tinha um grande valor a ponto de fazer uma festa pelo seu retorno.

Conclusão

Todas as pessoas, sem exceção, se afastaram de Deus Pai e se encontram na mesma condição do filho pródigo. Os sentimentos e atitudes a serem tomados são os mesmos por todo homem, como também os resultados que acontecem com cada um que volta para o lar. Existem três posições que as pessoas normalmente possuem diante desta realidade:

a.      Fazem de conta que está tudo bem e que não precisam do pai, como quando o filho pródigo saiu de casa.

b.      Sabem que estão numa situação de desgraça e pensam que não há saída, como quando o filho pródigo estava cuidando de porcos e passando fome.

c.       Reconhecem a situação de desgraça que se encontram e tomam a atitude de voltar para casa do pai.

Qual a posição que você se encontra?

Ricardo Wagner, apóstolo

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