Estudos da Célula

O ESPÍRITO DE ORFANDADE

06 de julho de 2023 5 MIN DE LEITURA

O ESPÍRITO DE ORFANDADE (Ricardo Wagner, ap.)

Nos últimos dias , em uma reunião dos integrantes do “Foro de São Paulo” em Brasília, o presidente Lula em seu discurso falou: “Aqui no Brasil nós enfrentamos o discurso do costume, o discurso da família, o discurso do patriotismo, ou seja, aqui nós enfrentamos o discurso de tudo aquilo que nós historicamente aprendemos a combater”.

Neste mesmo discurso ele diz: “Eles nos acusam de comunistas ... Isso não nos ofende. Isso nos orgulha muitas vezes”. Todos sabemos que os conceitos progressistas/comunistas querem destruir a família. Karl Marx, juntamente com Friedrich Engels(fundadores do comunismo) escreveram um pequeno manual sobre o comunismo intitulado Manifesto Comunista, onde relatam: “Mas essas obras socialistas e comunistas encerram ... suas propostas ... relativas à sociedade futura, tais como ... a abolição da família”.

Friedrich Engels, também descreve em seu livro “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, e que as pessoas no início da civilização eram como grupos sociais, nos quais não haviam famílias, mas todos viviam em comum, onde “os homens praticam a poligamia (tinham muitas mulheres) ao mesmo tempo em que suas mulheres praticam a poliandria (tinham muitos homens) e, portanto, os filhos de uns e outros tinham de ser considerados comuns.”

Sabemos, todavia que não foi assim. Desde o princípio quando Deus criou o homem e a mulher e logo criou a família.

Gn 2:24 diz: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” 

O diabo sabe que se destruir a família destrói o ser humano criado a image_path e semelhança de Deus (e consequentemente toda sociedade) e por isto investe todas suas artimanhas para de alguma forma enfraquecer a família. Toda idéia dos novos tipos de famílias e toda mobilização LGBTQIA+ tem como finalidade última a destruição da família tradicional.

Se a família tradicional (homem, mulher e filhos) forem enfraquecidos, o papel do pai e da mãe ficam sem importância. Todavia, sabemos pela Bíblia e pela prática que tanto o pai como a mãe têm seu papel fundamental na formação do indivíduo. Se tirarmos qualquer um deles na história de uma criança, há perdas sensíveis para o ser humano.

De acordo com o psicólogo Brett Copeland, “pais encorajam competição, independência e realizações, enquanto mães encorajam igualdade, segurança e colaboração”. A mãe tem o papel fundamental de aceitar, amar e cuidar da criança. O pai tem a função primordial de gerar identidade e propósito para a vida de seus filhos.

Com a destruição da família tradicional, há uma crescente epidemia social que chamamos de “espírito de orfandade”. Em função das próprias características, a maioria das vezes as crianças ficam mais ligadas com suas mães, e por isto a falta da figura paterna tem literalmente destruído a masculinidade e o senso de identidade e propósito na vida das crianças. Destruindo o conceito de identidade e propósito, o homem fica com baixa autoestima, inseguro, temeroso, sem rumo, sem referências, sem sentido e razão para viver.

Esta epidemia social está se espalhando rapidamente por todo mundo. As famílias estão sendo bombardeadas e, com certeza, que de alguma forma, os conceitos fundamentais de família já foram afetados em quase todos os lares.

No momento que as crianças têm uma image_path distorcida de sua paternidade (pelos pais não estarem presentes e não exercerem seus papéis) certamente terão problemas de aceitar e se relacionar com Deus, uma vez que Ele fundamentalmente se identifica como Pai (Jo 20:17).

Se por um lado a artimanha de Satanás é destruir a família, por outro lado a igreja apostólica tem em sua essência o espírito de paternidade e está fundamentalmente focada na restauração da família, e a própria igreja, torna-se um lugar de cura e restauração pela experiência de paternidade espiritual.

Vamos ver o exemplo de como Deus curou todas as consequências de alguém que passou por uma experiência do espírito de orfandade: Moisés. Moisés teve a figura materna e feminina muito presente em sua vida. Joquebede, a mãe de Moisés foi que escondeu Moisés, fez um cesto de junco e o colocou nas águas do rio Nilo. Foi ela quem cuidou de Moisés em toda sua infância, por solicitação da princesa. Também vemos a figura da princesa do Egito e de Miriã, irmã de Moisés, sempre muito presenteem sua vida. Apesar de sabermos o nome do pai de Moisés, Anrão (Ex 6:20), não vemos a presença dele em nem um momento de sua história.

Assim, aparentemente Moisés cresceu com uma orfandade paterna. Mesmo que Moisés soubesse de sua missão desde cedo (At 7:25), e, apesar de Moisés ter sido “educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras” (At 7:22), a sua orfandade paterna produziu tal insegurança que ele por medo fugiu e ficou por 40 anos cuidando de ovelhas no deserto (Ex 3:1, At 7:20).

Toda identidade e destino que Deus tinha para sua vida foi suprimida pela falta de segurança gerada pelo “espírito de orfandade”. Percebemos isto quando Deus veio para o restaurar e chamar para seu destino que ele diz “Quem sou eu” (Ex 3:11) e, apesar da Bíblia dizer que ele era poderoso em palavras, ele afirmou:

“Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua” (Ex 4:10).

Mas a intervenção de Deus, mostrando uma atenção pessoal e especial para com Moisés, reafirmando seu chamado fez dele o homem mais extraordinário da história depois de Jesus (Ex 3:1-12)

PERGUNTAS: Você percebe as consequências da falta de paternidade nas pessoas?

Quais estas características?

Como podemos ser curados?

Como você se encontra diante disto?

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