Texto Base
“Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo. Os animais do campo me glorificarão, os chacais e os filhotes de avestruzes; porque porei águas no deserto e rios, no ermo, para dar de beber ao meu povo, ao meu escolhido, ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor.” (Is 43:18-21 – Tradução Almeida Revista e Atualizada)
Introdução
Para a maioria das pessoas o futuro é completamente incerto. Sendo assim a tendência natural do homem é julgar as situações conforme as experiências passadas e viver de acordo com as circunstâncias do presente. Isto faz com que andemos na mesmice sem sairmos do lugar e experimentar coisas novas.
Por outro lado, para trazer as coisas novas de Deus à existência, precisamos seguir as orientações divinas e olhar para frente, para aquilo que nos está preparado. Abraão veio a ser chamado “o pai de todos os que crêem” (Rm 4:11), pois “esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.” Em suma, Abraão creu que Deus “chama à existência as coisas que não existem” e por fim alcançou a promessa (Rm 4: 16b-22).
Gostaria de colocar os 4 princípios que tem orientado minha vida para trazer a existência as coisas novas de Deus baseado em como Deus levou a Abraão, o Pai da Fé, a alcançar seu destino.
1. Mente positiva configurada pela Palavra.
Nossa mente estava configurada conforme este mundo até que chegamos a Jesus. O mundo é o palco das desgraças e injustiças. Assim estava nossa mente. No momento que estamos com Jesus, sabemos que Ele é nossa paz, nossa vitória, e Ele lutará por nós (Is 41:10-13). Nossa mentalidade precisa mudar, pois o Senhor diz que “há esperança para o teu futuro” (Jr 31:17).
Deus começou a mudar a mente de Abrão quando ele tinha 75 anos e sua esposa Sara tinha 65 (Gn 12:4, Gn 17:17). Eles não tinham filhos e nestas circunstâncias Deus lhe deu a promessa: “Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn 12:1-3)
2. Sonhar além das possibilidades humanas.
Nossa mente natural não tem capacidade para alcançar aquilo que Deus nos tem preparado, pois a Palavra de Deus diz que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (I Co 2:9). Assim, para podermos alcançar aquilo que Deus tem para nós é preciso que saiamos do natural e entremos na dimensão dos sonhos e das visões. Esta é a linguagem do Espírito Santo.
Apesar de Abrão ter recebido a promessa de Deus e ter obedecido em deixar sua terra, parentela e casa de seus pais, ele ainda não estava preparado para trazer a existência os planos de Deus. Haviam se passado 10 anos e nada acontecera (Gn 16:3). Deus teve que tirar Abrão de suas limitações naturais dando-lhe uma visão de quão grande seria sua descendência. “Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.” (Gn 15:1-5)
3. Crer nas promessas de Deus.
Se Deus prometeu ele é fiel para cumprir. Crer na possibilidade do impossível. Crer no improvável. Crer naquilo que ninguém espera que acontecerá. Este é o chamado para aqueles que decidiram alcançar as promessas feitas pelo nosso Deus. Só no momento que temos a palavra de Deus e conseguimos sair de nossas limitações e começarmos a sonhar com suas promessas, estamos aptos para crer. Foi assim que aconteceu com Abraão. Imediatamente depois que Deus lhe deu a visão de como seria seu futuro, “ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gn 15:6).
4. Confessar com a boca aquilo que sonhamos e cremos.
Ninguém vai mais longe que suas palavras. Nada acontece no mundo da fé sem que as palavras sejam liberadas anteriormente. A palavra profética é a palavra criativa. Quem não libera a palavra não abre o caminho para o milagre vir à existência. Antes de Deus fazer qualquer coisa isto precisa ser declarado. Os milagres que Jesus fazia só aconteciam depois dele determinar através de suas palavras aquilo que deveria acontecer (Mt 9:6-8). “O Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3:7) para que estes declarem sua vontade e assim as coisas novas venham a existência.
Abrão só alcançou a promessa quando Deus mudou seu nome de Abrão (que significa Pai Exaltado) para Abraão (que significa Pai de Multidões) “Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí” (Gn 17:1-5). A partir daquele dia quando perguntavam seu nome, Abraão dizia: Eu sou “Pai de Multidões”. Um ano depois nasceu o seu filho (Gn 17:1, Gn 21:5).
Conclusão
Sendo Abraão o “Pai da Fé” precisamos seguir seus passos para trazermos a existência, pela fé, as promessas de Deus. Deus sempre tem algo novo preparado para nós. Basta termos a coragem para renovarmos nossa mente pela Palavra, sonharmos com as promessas de Deus, crer que isto se concretizará e declararmos a palavra profética.
Ricardo Wagner, apóstolo


