Ministério Apostólico

Conceitos Apostólicos de Pastoreamento

30 de setembro de 2004 8 MIN DE LEITURA

Com a restauração final do ministério profético apostólico, todos os outros três ministérios serão redefinidos e encontrarão seu lugar apropriado na estrutura governamental da igreja. Tendo compreendido a diferença da unção apostólica e os conceitos pastorais prevalecentes na igreja de hoje, vamos redefinir os conceitos de pastoreamento de numa perspectiva apostólica.

 

1.       O pastoreamento segundo o Novo Testamento tem um peso pelas coisas de Deus e não um peso pelas coisas dos homens

Fomos chamados por Deus para levar sua mensagem e cumprir com seu propósito através de nossas vidas. Somos chamados para revelar o desejo, amor e paixão de Deus para com seu povo. Somos chamados para representar Deus completamente para os homens. Isto não pode ser colocado de lado por estarmos envolvidos com as necessidades das pessoas e suas demandas imaturas.

Pastores são levados mental e espiritualmente em atender as necessidades de seu povo. A imaturidade e o estilo de vida descuidado tem permitido que o inimigo coloque seus pés na vida dos cristãos. Estas pessoas vão ao pastor para serem aconselhadas, animadas e libertas apesar de que elas não estejam completamente comprometidas com Deus e dispostas a obedecer os conselhos do pastor quando estiverem saradas.

Algumas vezes as pessoas tem uma expectativa exagerada do pastor, demandando que ele seja perfeito e devesse aplicar os padrões das Escrituras em suas vidas, enquanto que para elas exista um outro padrão para se balizarem. Quando as pessoas e todas suas necessidades começarem a ser solucionada, isto sinaliza uma crise e um desastre iminente a espera. O quanto antes o pastor se levanta em seu espírito e se posiciona para ter um peso pelo projeto de Deus quanto antes ele se sente aliviado. Reavivamento aparece quando o homem de Deus faz o que Deus o chamou para fazer.

 

2.       O pastoreamento segundo o Novo Testamento vai de encontro as raízes das carências das pessoas e não apenas as necessidades aparentes.

Um pastor deve ter a eternidade diante de seus olhos e não apenas um foco imediatista. A maioria das necessidades aparentes das pessoas é solucionada através do amadurecimento e crescimento espiritual. Necessidades e carências aparentes e imediatas apenas mostram um sintoma e não uma causa. Carência é o que a pessoa percebe como sua necessidade e o que elas querem que vejamos como sendo sua imediata demanda.

A raiz do problema está escondida e para encontrá-la demanda pastores com percepções proféticas. Não podemos analisar a necessidade apenas com as informações recebidas, mas olhar para que Deus lance sua luz, sua visão e seu veredicto sobre a questão. Se aconselharmos outros com as informações que eles nos dão, seremos facilmente enganados. Precisamos receber revelação de Deus para que possamos dar a outros o que recebemos dele (I Co 11:23). Então verdadeiramente teremos o conselho e a Palavra de Deus em nossa boca.

 

3.       O pastoreamento segundo o Novo Testamento é ajudar as pessoas a fazerem o que elas podem fazer e são capazes de fazer por elas mesmas.

Em Ef 4:11 vemos que os ministérios foram levantados para equipar os santos a fim de exercerem seu trabalho. Podemos motivar e inspirar os discípulos a usar o que possuem e ensiná-los a maximizar o seu potencial para Deus. Podemos instruí-los a prestar contas pelas suas próprias vidas, escolhas e destinos. Podemos ajudar os santos a multiplicar seus talentos, dons e ministérios e levá-los a uma posição de grande eficácia e excelência.

Peter Drucker disse uma vez: “Eficácia é fazer a coisa certa e eficiência é fazer certo as coisas”. Com esta luz, muitos santos andam na ignorância de como obter aquilo que não possuem e como desenvolver o que já possuem em Deus. O pastor deve ajudá-los a se tornar vasos equipados para toda boa obra. Isto representa um grande contraste em “dar comida com colherinha” a nossos “membros crescidos” que tem o potencial de se alimentarem por si próprios. Precisamos levantá-los para viver em seu máximo potencial ao invés de lhes dar “comida na boquinha”. Precisamos edificá-los para se tornar construtores e não continuarmos construindo para eles.

 

4.       O pastoreamento segundo o Novo Testamento é a habilidade de renovar a mente dos cristãos para que mudem seu estilo de vida.

A confusão e a complexidade do sistema de comportamento das pessoas os tem feito descobrir os muitos métodos psicológicos centrados nas necessidades para explicar e redefinir o comportamento humano. Isto tem levado muitos pastores para dentro da armadilha das filosofias humanistas. Muitos têm tomado uma perspectiva psicológica para lidar com pecadores e santos por causa desta influência.

O quanto mais rápido entendermos que é a “cruz” e não o “divam” que é o poder de Deus para a salvação, tanto mais rápido veremos avivamento e mudanças permanentes na vida das pessoas. Verdadeiros ministérios pastorais apostólicos estão mais preocupados com o sistema de credos das pessoas que os padrões de comportamento do seu povo. As pessoas apenas agem de acordo com aquilo que elas crêem. O homem é mais freqüentemente a soma total de tudo o que ele tem continuamente sustentado em sua mente e coração.

“Porque como imagina em sua alma, assim ele é.” Pv 23:7

Quando a mente do homem é renovada ele será transformado em seu estilo de vida e hábitos. O estilo de vida alternativo oferecido pelos pensadores humanistas apela para a carne porque é centrado no ego e numa filosofia de carências. O humanismo floresce em pensamentos enganosos e padrões que exaltam o homem e suas necessidades acima de Deus e seus padrões de vida que Ele tem destinado para o homem. A não ser que os conceitos pastorais contemporâneos quebrem este jugo do ego, pecado e Satanás, engano e egoísmo continuarão a prevalecer nos cristãos.

 

5.       O pastoreamento segundo o Novo Testamento é implantar um sistema apropriado de administração das pessoas na igreja ao invés de ser dirigido por uma habilidade de gerenciar crises.

Verdadeiros ministérios pastorais apostólicos têm uma habilidade tremenda em despertar e promover os recursos e dons interiores das pessoas para seu inteiro potencial. Estes pastores são capazes de liderar o povo de Deus para além de seus medos e limitações. As limitações internas são quebradas quando as pessoas são levadas para fora de suas próprias cavernas para as linhas de frente do campo de batalha. Estes homens de Deus ensinam seu povo como levantar e quebrar estas limitações naturais até que os discípulos se tornem grandes realizadores com atitudes de vencedores.

A maioria dos pastores tem aprendido a arte de gerenciar organizações e o tempo mas pastores verdadeiramente ungidos apostolicamente alimentam e ensinam o povo até que sejam capazes de entrar numa posição de governarem-se a si próprios. A habilidade de ajudar as pessoas a gerenciarem seu próprio tempo, energia e recursos e ao mesmo tempo serem úteis naquilo que estamos os direcionando é a habilidade de gerenciar pessoas. A habilidade de usar o que eles são e o que eles tem, para fazer o que necessita ser feito, é uma habilidade maravilhosa de liderança que deve ser desenvolvida como pastores.

Habilidades de liderança e administração divina movem pastores para fora da administração de crises para um gerenciamento apostólico de pessoas. Muitos pastores hoje se envolvem fortemente no gerenciamento de crises, de forma que vão de uma crise para outra como num círculo vicioso. Correm de uma sessão de aconselhamento para outra ou de uma visitação a outra apagando incêndio. Isto os faz apenas bons bombeiros, mas terríveis pastores.

Necessitamos edificar nosso povo até que alcancem um auto gerenciamento de suas vidas, sendo capazes de dirigirem bem suas próprias vidas e famílias. Depois que tenham alcançado auto gerenciamento, então podem prover pastoreamento a outras pessoas mais novas espiritualmente.

  

6.       O pastoreamento segundo o Novo Testamento afeta cada área da vida de um cristão e não apenas nos aspectos “espirituais”.

O pastoreamento cobre desde o berço até o túmulo ou até a segunda vinda de Jesus dependendo o que vier primeiro. Isto não é ditatorial, mas responsabilidade pastoral bíblica extraída da Escritura. Não existe pastoreamento de “meio turno” que acontece e desaparece segundo seu bem querer, como também não existem membros de meio expediente em nosso corpo natural.

A não ser que compreendamos este conceito de aliança de vida do corpo de Cristo e venhamos a produzir frutos neste estilo de vida, o pastoreamento do Novo testamento é uma difícil responsabilidade. Como alguém pode nos chamar de seu pastor se não somos capazes de pastoreá-los em suas vidas? Pastorear não está restrito as quatro paredes da igreja, mas inclui todas coisas de sua vida.

Responsabilidades pastorais não encerram na pregação de sermões. Envolve “treinar a criança no caminho em que deve andar...” Isto envolve cada área da vida até que a justiça prevaleça em todas elas.

 

7.       O pastoreamento segundo o Novo Testamento ajuda cada cristão a andar em completude na Palavra revelada de Deus para cada pessoa.

Pastores necessitam ajudar as pessoas a encontrar seu lugar em Deus e cumprir com sua vontade e propósito em suas vidas. Em At 11:23, Barnabé testemunhou a “graça de Deus” sobre os cristãos de Antioquia. Ele se alegrou e trabalhou com aquilo que Deus já havia começado no meio deles. Ele encorajou-os com um coração resoluto a permanecerem no Senhor porque era Ele que estava operando dentro deles (At 11:23, Fp 2:13).

Necessitamos ajudar os discípulos a cumprir com as condições de sucesso, obedecer aos mandamentos e seguir as instruções da palavra revelada de Deus. Isto fará com que cada palavra profética e revelação da Escritura venham a ser estabelecida em suas vidas. Precisamos encontrar maneiras de ajudar as pessoas a viverem pela palavra e somente vivendo assim pode haver verdadeira fé e vitória.

Pode haver conhecimento, mas realidade é o fundamento da fé de uma pessoa que aspira ser um grande realizador em Deus. É dito que “uma pessoa com uma experiência nunca se colocará aos pés de uma que tem apenas um argumento”.

 

Ricardo Wagner, apóstolo

 

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