Na pessoa de Jesus está a vitória de todo homem. A morte de Jesus se relaciona com o perdão de nossos pecados. A ressurreição de Jesus se relaciona com o poder para sermos vitoriosos diante de nossos desafios. A morte nos lembra de nossas fraquezas, de nossas incapacidades, inabilidades e indignidades. Já a ressurreição de Jesus se refere a nossa força para vencer. A morte de Cristo resolve os nossos fracassos do passado e sua ressurreição nos dá poder para não fracassarmos no futuro. A morte nos fala de desgraças e a ressurreição nos fala de esperanças. Nossa força vem de sua ressurreição, pois se Ele continuasse morto como teríamos forças (I Co 15:42-44).
Quando uma pessoa se joga na fé cristã ela precisa experimentar o poder da morte de Jesus para perdão de seus pecados e o poder de sua ressurreição para uma vida cheia de glória (Ef 1:18-20).
Satanás tem duas estratégias básicas para impedir que o homem experimente o poder de Deus:
1. Primeiramente ele, Satanás, atrai o homem para o pecado ou para o mal para que a pessoa não experimente o poder da morte de Jesus. Quando o homem peca ele fica separado do poder perdoador e remidor do sangue (morte) de Jesus.
2. Quando Satanás não consegue levar o homem ao pecado ele usa sua segunda estratégia a fim de evitar que o homem experimente o poder da ressurreição de Jesus. Satanás leva o homem a se deter diante de seu fracasso, incapacidade e indignidade de ser um vencedor. Para isso Satanás sempre sussurra no ouvido do homem que ele não tem condições de alcançar aquilo que Deus tem projetado para sua vida.
Muitas vezes as pessoas ficam olhando apenas para a cruz, e apenas lembram-se de seus pecados e fracassos, pois a cruz nos leva a pensar em nossas derrotas. É um evangelho que fala apenas de coisas negativas. É necessário que olhemos também para sua ressurreição, fonte de nossa vitória.
A falsa humildade
Muitas pessoas sempre ficam falando de seus pecados, fracassos e derrotas do passado como se estivessem, desta forma, mostrando sua humildade. Isto se percebe mais claramente em suas orações. Na verdade isto demonstra uma falsa humildade e incredulidade, pois através disto a pessoa demonstra que não se desligou de suas derrotas. Assim, percebe-se claramente que mesmo que tenha experimentado o poder da morte de Jesus ela ainda não experimentou o poder de sua ressurreição.
É fácil ver minhas fraquezas, minha propensão ao pecado e minha inabilidade de ser com Jesus. Para alguém falar de fracassos ela não precisa fé. Fracassos são apenas relatados. Qualquer pessoa pode falar de derrotas. Fé é necessário para se falar aquilo que Deus fala, mesmo quando ainda não consigo ver com meus olhos carnais.
Necessito de fé para dizer que sou forte mesmo sendo fraco (Jl 3:10).
Foco em Deus e Não no Homem
A estratégia das trevas em fazer com que o homem olhe para suas incapacidades é uma das armas mais poderosas que Satanás tem em suas mãos. O sentimento de incapacidade é uma demonstração de que não damos valor ao poder da ressurreição de Jesus.
Existem vários exemplos na Bíblia que mostram que a expectativa de conquista das pessoas está em suas próprias forças e não no poder de Jesus. Mesmo o próprio Deus tendo declarado pessoalmente seu plano para com alguém ou ter enviado algum anjo para revelar seus propósitos para com algumas pessoas, o foco inicial delas sempre estava em si mesmas. Deus precisou tirar o foco de sobre si mesmas para colocar o foco em Deus e em seu poder.
Exemplo 1: O caso de Moisés - Deus disse a Moisés: "Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito. Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte" (Ex 3:10-12). Quando Deus declarou seu plano para Moisés e ele logo olhou para si mesmo e viu suas incapacidades. O foco de Moisés estava sobre ele próprio. Mas Deus nem deu atenção para seu argumento dizendo que Deus estaria com ele. Deus tirou o foco de Moisés sobre si mesmo e colocou sobre Deus.
Exemplo 2: O caso de Gideão - "Então, se virou o SENHOR para ele (Gideão) e disse: Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu? E ele lhe disse: Ai, Senhor meu! Com que livrarei Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai. Tornou-lhe o SENHOR: Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem" (Jz 6:14-16). Quando Deus mostrou seu grande plano, Gideão logo olhou para si mesmo e argumentou sobre suas limitações. Porém Deus tirou o foco sobre as limitações de Gideão e colocou a atenção sobre o poder de Deus. Gideão não venceria pelas suas capacidades, mas porque Deus era com ele.
Exemplo 3: O caso de Zacarias - "Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João. Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias. Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas" (Lc 1:13, 18-19). Quando o anjo declarou o plano de Deus para Zacarias, ele olhou para sua incapacidade de trazer este plano a existência. Mas não era questão dele conseguir, era um problema que cabia a Deus solucionar.
Exemplo 4: O caso de Maria - "Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum. Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus" (Lc 1:30-31, 34-35). Maria, como todos os casos anteriores, também olhou para as impossibilidades ao ser notificada pelo anjo dos planos de Deus para sua vida. Igualmente aos casos anteriores, o anjo nem fez caso de sua preocupação mostrando que não dependia dela este caso de milagre, mas de Deus.
Verdadeiramente sem Jesus somos fracos, indignos e incapazes de alcançarmos aquilo que está destinado para nós. Mas Jesus pagou um preço alto demais para que voltássemos para trás e continuemos andando numa vida limitada e fracassada. Apesar de Maria ver sua incapacidade para cumprir com o propósito de Deus, quando alertada que o milagre seria obra de Deus, logo disse "Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra" (Lc 1:38). Devemos entender os planos de Deus para nossas vidas e logo dizer como Maria: que se cumpra em mim.
Temos que experimentar o perdão de nossos pecados através do sangue de Jesus, mas não podemos ficar parados neste ponto. Precisamos também experimentar o poder de sua ressurreição.
PERGUNTAS: Você já teve alguma experiência de estar diante dum desafio e se ver limitado. Qual foi sua reação? Confiou em Deus ou seu foco permaneceu em sua limitação? Como posso tirar o foco de mim mesmo e passar a colocar o foco no poder de Deus diante de minhas dificuldades?
Ricardo Wagner, apóstolo


