Estudos da Célula

CIDADES DE REFÚGIO

07 de abril de 2020 6 MIN DE LEITURA

 Cidades de Refúgio (Ricardo Wagner, ap.)

Quando Deus estabeleceu a nação de Israel, Ele deu orientações em todas as áreas da sociedade para que esta nação fosse próspera em todos os sentidos. Entre tantas orientações estavam as leis penais, que tratavam de como deveria se fazer justiça para aqueles que tinham cometido algum crime. Dentre estas leis estava a “pena capital” conhecida como “pena de morte” para aqueles que matassem intencional, voluntária e deliberadamente alguém inocente (crimes como aborto, assassinato, sacrifício humano, etc)1. Desde o início da civilização Deus havia falado a Noé depois do dilúvio: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua image_path” (Gn 9:6). Na época havia a lei da retribuição: “... se houver dano grave, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe” (Ex 21:23b-25).

1 O Sexto Mandamento que diz “não matarás” (Ex 20:13), mas deveria ser traduzido como “não assassinarás”. A Bíblia distingue entre matar (sangue inocente) e assassinar (sangue culpado). Deus nunca permite derramamento de sangue inocente (assassinato, aborto, etc.), porém permite (e sua justiça exige) o derramamento de sangue culpado através da pena capital, guerras justas e autodefesa.

Quando alguém era assassinado, o parente masculino mais próximo da pessoa assassinada deveria agir como “vingador do sangue: “O vingador do sangue, ao encontrar o homicida, matá-lo-á” (Nm 35:19). Isto fazia com que a nação estivesse limpa dos malfeitores e justificada do sangue que havia sido derramado.

Mas haviam casos em que uma pessoa poderia matar a outra inocentemente. Nestes casos, Deus providenciou uma solução: “4 ... aquele que, sem o querer, ferir o seu próximo, a quem não aborrecia dantes. 5 Assim, aquele que entrar com o seu próximo no bosque, para cortar lenha, e, manejando com impulso o machado para cortar a árvore, o ferro saltar do cabo e atingir o seu próximo, e este morrer, o tal se acolherá em uma destas cidades (de refúgio) e viverá; 6 para que o vingador do sangue não persiga o homicida, quando se lhe enfurecer o coração, e o alcance, por ser comprido o caminho, e lhe tire a vida, porque não é culpado de morte, pois não o aborrecia dantes” (Dt 19:4-6).

Deus orientou o povo a estabelecer seis Cidades de Refúgio em Israel. Estas cidades eram destinadas a refugiar alguém que inocentemente tenha matado outra pessoa, a fim de se proteger do “vingador do sangue”. O homicida que estava dentro desta cidade, estava seguro não poderia ser castigado pelo vingador.

“Disse mais o SENHOR a Moisés: 10 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando passardes o Jordão para a terra de Canaã, 11 escolhei para vós outros cidades que vos sirvam de refúgio, para que, nelas, se acolha o homicida que matar alguém involuntariamente. 12 Estas cidades vos serão para refúgio do vingador do sangue, para que o homicida não morra antes de ser apresentado perante a congregação para julgamento. 13 As cidades que derdes serão seis cidades de refúgio para vós outros. 14 Três destas cidades dareis deste lado do Jordão e três dareis na terra de Canaã; cidades de refúgio serão. 15 Serão de refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que, nelas, se acolha aquele que matar alguém involuntariamente” (Nm 35:9-15).

Haviam algumas coisas interessantes sobre estas Cidades de Refúgio:

a. Eram seis cidades distribuídas estrategicamente três de um lado e três do outro do Jordão distribuídas no sul, centro e norte de cada lado a fim de que de nenhum lugar de Israel alguém tivesse que andar mais de meio dia para chegar a uma destas Cidades de Refúgio.

b. Ao longo do caminho haviam inúmeros postes erguidos com placas, trazendo em caracteres claros e flagrantes a palavra “Refúgio”, indicando o caminho para estas cidades para que alguém que estava em apuros não errasse o caminho e desta forma pudesse chegar rapidamente a alguma destas cidades

c. As seis Cidades de Refúgio estavam convenientemente situadas junto a estradas bem conservadas que levavam a estas cidades para não causar nenhum percalço para aqueles que estavam indo em busca de refúgio.

d. Diferentemente da grande maioria das outras vilas e aldeias, estas cidades eram muradas e protegidas para que ninguém pudesse invadi-las e causar dano as pessoas que nela habitavam.

Esta linda forma que Deus desenvolveu para livrar as pessoas dos vingadores nos remete ao Sl 9:9 – “O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação.”

Estas cidades são um paralelo daquilo que nosso Deus é para conosco. “O diabo, nosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (I Pe 5:8). Mas o Senhor nosso Deus é nosso alto refúgio bem presente nas horas de tribulação. O salmista Asafe cantava: “Para mim, bom é estar perto de Deus; fiz do Soberano Senhor o meu refúgio” (Sl 73:28a). O inimigo sempre está em busca de alguém para destruir, mas encontramos refúgio seguro, rápido, preparado e imediato em nosso Deus contra todo inimigo.

PERGUNTAS: De que forma o modelo das Cidades de Refúgio é comparável ao nosso refúgio em Deus?

Reunião da Célula

1. Encontro

a. Enquanto as pessoas forem chegando, você pode deixar uma música de fundo rodando no ambiente. Isto ajuda a preparar o ambiente para célula e deixa mais descontraído.

b. Nunca deixe de dar muita atenção para os novos na célula. Eles precisam se sentir especiais (como realmente são).

c. Peça para as pessoas que trouxeram os visitantes, apresentarem estas pessoas. Receba a todos com muita expectativa e amor.

d. Quebra Gelo. Pergunta: Quem é a pessoa que mais lhe traz segurança?

2. Exaltação

a. Se houver possibilidade, cante dois cânticos bem alegres. Se não há que toque um instrumento, seria interessante que se tenha um aparelho de som e se colocasse uma música pré-selecionada que todos possam cantar juntos. Pode ser até um celular.

b. A presença de Deus é que faz com que as pessoas sejam transformadas na célula. Então valorize este momento para todos entenderem que sobretudo a presença de Deus deve ser valorizada e desejada.

c. Ore pelo andamento da célula e por cada pessoa!

3. Edificação

a. Estamos vivendo em um momento extremamente inseguro. Muitas pessoas estão vivendo com um temor constante. A insegurança com relação ao futuro é uma realidade para todos. Diante deste contexto, esta ministração nos remete a garantia de proteção, segurança e cuidado que temos em nosso Deus!

b. Esta ministração tem o objetivo de levar qualquer pessoa que está com medo que os inimigos virão em busca de vingança, para correrem e se atirarem nos braços de nosso Deus. Ele é nosso Refúgio bem presente em tempos de insegurança.

4. Evangelismo

a. A oração nesta ministração é muito fundamental para gerar tranquilidade, segurança e uma sensação de que a pessoas está sendo cuidada por Deus para que nenhum mal chegue em sua vida.

b. Ore sempre pelas necessidades das pessoas (pode fazer uso da cadeira da bênção para esta oração).

c. Aproveite para levar as pessoas que ainda não conhecem a Jesus a se entregarem a ele.

d. Ore pelas pessoas que estão na lista de oração. Faça algo criativo para as pessoas sentirem verdadeiramente que esta lista é muito importante.

e. Dê os avisos necessários.

f. Orem pela liderança da sua igreja e da Rede Apostólica.

g. NUNCA deixe de compartilhar os objetivos da célula, discutir como estão avançando nestes objetivos, estabelecer estratégias e orar por eles. Faça SEMPRE isto.

h. Não esqueça de fazer mensalmente a REUNIÃO FESTIVA para facilitar trazer novas pessoas para a célula.

Observação: Este é um tempo desafiador para nossas células. Podemos aproveitar e colhermos muitos frutos, uma vez que as pessoas estão mais sensíveis e com menos afazeres ou podemos nos limitar pela falta de mobilidade física. Você escolhe em sua mente o que acontecerá antes mesmo que venha o resultado.

Leia a seguir

BIBLIOTECA COMPLETA
PREPARE-SE PARA FRUTIFICAR
23
SET2026
Estudos da Célula

PREPARE-SE PARA FRUTIFICAR

CHAMADOS PARA GOVERNAR
15
SET2026
Estudos da Célula

CHAMADOS PARA GOVERNAR