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Ministério Profético

Profetas na Igreja (Parte 3)
 

Precisamos desesperadamente que os profetas da atualidade se manifestem. A igreja alcançará sua maturidade quando a unção de todos os ministérios esteja fluindo em seu meio.

Muitos julgam os profetas como pessoas diferentes. Fundamentalmente são diferentes em seu ministério, mas não como pessoas. Como pessoas, os profetas são iguais a qualquer outro. Não são anormais ou diferentes. Apenas exercem ministérios diferentes.

Apesar de Barnabé não ter sido especificamente chamado de profeta, ele é um exemplo prático do ministério profético. Seu nome original era José, porém os apóstolos lhe chamaram Barnabé, que significa filho da exortação ou filho da profecia (At 4:36). Foi ele primeiramente quem reconheceu o chamado e o ministério de Paulo, função específica de um profeta (At 9:26-30, 11:25-26). Mesmo que Barnabé tenha sido o tutor espiritual de Paulo, ele reconheceu o dom apostólico sobre sua vida, cedendo logo no início da jornada, a liderança da equipe apostólica para Paulo, uma vez que aos apóstolos é dada uma autoridade de governo superior que aos profetas. (At 13:13 – neste texto está escrito “Paulo e seus companheiros” e não “Barnabé e seus companheiros”, determinando claramente que era Paulo que estava no comando da equipe).

Barnabé era homem de boa reputação, contava com a simpatia do povo, era digno de confiança e tinha certo poder de influência. Pelo que se compreende, também ele tinha uma boa aparência pessoal.  Barnabé era uma pessoa normal. Não era nenhum eremita, não apresentava nenhum distúrbio mental nem tinha características de algum extraterrestre. Pelo contrário. Pelo que se conclui, sua presença era de uma graça inspiradora, de tal forma que gerou um “Paulo” e depois da derrocada de João Marcos, ele novamente o recompôs e produziu dele um homem de extrema confiança que posteriormente novamente se tornou integrante da equipe apostólica de Paulo.

Barnabé possuía a principal característica de um profeta, a capacidade de inspirar outros. Segundo Dereck Prince, a profecia vence dois dos ataques mais comuns de Satanás: a condenação e o desencorajamento. Isto nos mostra a necessidade do profeta ser alguém extremamente estimulante e inspirador.

Segundo a palavra de Deus a profecia tem três propósitos principais (I Co 14:3). Nestes propósitos, percebemos o direcionamento divino sobre o ministério profético:

1.       Edificar: que significa construir, fortalecer, tornar mais efetivo.

2.       Exortar: que significa encorajar, estimular.

3.       Consolar: que significa animar.

Satanás tem tentado impedir o surgimento dos profetas fazendo com que compreendam de forma equívoca seu chamado. O chamado profético não tem como propósito principal apontar pecados e erros, mas sim apontar saídas e soluções. Sua missão não é de um viés negativo, mas essencialmente positivo. Sua característica não é de alguém que os outros tenham medo ou receio, mas sua pessoa é bem vinda e esperada. Mesmo que em certos momentos ele tenha que se posicionar de forma a confrontar os erros, sua abordagem sempre tem um propósito curativo. A condenação e a acusação são atitudes que jamais podem estar na mente ou nos lábios de um profeta. O que passa no seu interior é em como fazer com que as coisas sejam mais efetivas que tem sido até então.

Ricardo Wagner, apóstolo

 

15/07/2006

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