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Estudos / Liderança

O Ônus da Unção Apostólico-profética
 

Introdução

Muito se tem falado da unção apostólico-profética que Deus tem para este tempo. Muitos têm usado essa expressão como clichê, como um modismo, sem querer pagar o preço devido para que se tenha esta unção. Há um preço a ser pago para se viver essa unção. A unção de conquista e transformação de territórios. A unção que traz fundamento para a igreja, que traz direção e estratégias para a restauração da noiva de Cristo. (Efésios 2:20) - Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina.

Para se ter essa unção é necessário abrir mão da vontade própria e viver a vontade de Deus integralmente. É necessário decidir não decidir mais. É obedecer a Deus extremamente. É preciso se tornar modelo para as futuras gerações. Um modelo reproduzível. (II Timóteo 1:13) - Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.

Uma pessoa que não está disposta a viver uma vida de renúncia, se tornando um modelo reproduzível, jamais experimentará a unção apostólico-profética sobre sua vida.

1º) O ônus da unção profética.

a)                O profeta Moisés – Moisés experimentou todas as privações possíveis. Quando tinha três meses de idade, foi tirado de casa e teve que viver na casa de faraó. Devido à perseguição que o mesmo fez contra todos os meninos hebreus.

Após ter recebido o chamado de Deus, acabou tendo que se esvaziar pelo povo que cuidava. (Êxodo 32:32) - Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito.  

Moisés se tornou modelo a todos os profetas que o sucederam (Deuteronômio 34:10) - E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face.

b)                O profeta Samuel – Desde cedo foi tirado do seio da família para viver entre os profetas. (I Samuel 1:22) - Porém Ana não subiu; mas disse a seu marido: Quando o menino for desmamado, então o levarei, para que apareça perante o SENHOR, e lá fique para sempre.

Samuel teve que fazer o que os filhos de Eli não faziam. Samuel restaurou o manto profético sobre Israel. (I Samuel 3:13) - Porque eu já lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu. Por isso era modelo para todo sacerdócio em Israel. (I Samuel 12:3,4) - Eis-me aqui; testificai contra mim perante o SENHOR, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituir.  Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém.

c)                 O profeta Elias – Elias era um grande profeta de Deus. Operou inúmeros milagres em Israel. Mas, somente pode deixar um legado para seu sucessor, Eliseu, quando foi perseguido e venceu esta perseguição. Somente quando venceu a Acabe e Jezabel é que Elias se tornou modelo.

(I Reis 18:17) - E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu o perturbador de Israel? (I Reis 19:2) - Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles. Então Elias pediu a morte para si, (I Reis 19:4) - Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. Mas Deus tinha preparado algo maior para ele, o legado, o sucessor (I Reis 19:15,16) - E o SENHOR lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.

d)                O profeta Eliseu – Para que Eliseu viesse a ter o dobro da unção de Elias foi necessário ele pagar um preço alto. Teve que estar com Elias em todo tempo. (II Reis 2:9) - Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará.

Para que Eliseu ungisse a Jeú como rei. Para que Eliseu viesse a reconhecer a unção apostólica sobre Jeú, já que a unção profética antecede a unção apostólica, foi necessário ele estar com Elias.

2º) O ônus da unção apostólica.

a)    O apóstolo de Deus – Jesus é o apóstolo de excelência. O apóstolo enviado por Deus sobre esta terra. E para que Ele tivesse todo poder nos céus e na terra Jesus teve que se esvaziar, ser crucificado, para se tornar o modelo para nossas vidas aqui na terra, modelo de filho, de obediência, modelo em todas as áreas. (Filipenses 2:9) - Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai, teve que se esvaziar de si mesmo. Foi levado para cruz, após ser espancado, cuspido, injustiçado. (Filipenses 2:7,8) - Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

 (Romanos 8:29) - Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.  

b)    Os apóstolos do cordeiro – No início de seu ministério, os apóstolos de Jesus, já experimentaram perseguição por pregar o nome do SENHOR Jesus. (Atos 5:18,28,29,40,41) - E lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública. Dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus.

Para que os apóstolos se tornassem modelos para nós. Que pudessem escrever as cartas que nos ensinam como viver a vida espiritual que Deus tem para nós. Precisaram conquistar essa unção através da renúncia do seu eu. Todos foram perseguidos e mortos tragicamente. 

c)     Os apóstolos do Espírito Santo - O apóstolo Paulo, um dos primeiros apóstolos do Espírito Santo, podia dizer com ousadia, sede meus imitadores, (I Corintios 11:1) - Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. (I Corintios 4:16) - Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores,  porque tinha pago o preço para ter esta unção.

O apóstolo Paulo tinha sido colocado em todo o tipo de prova, tinha passado por todo tipo de tribulação, e sido aprovado. (Filipenses 4:9-14) - O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco. Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição. E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica. (I Corintios 4:9-13) - Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis. Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; Somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos.

Conclusão

Para que possamos viver esse tempo de oportunidades que Deus tem nos dado, de viver sob essa unção tão especial, temos que viver uma vida de renúncia. Assim nos tornaremos modelos, podendo nos tornar aqueles que deixarão um legado para as futuras gerações. Uma pessoa que não é modelo, não pode colocar fundamento. E para ser modelo tem que viver uma vida onde deixa de decidir, e permite que Cristo decida em seu lugar. Decide não viver mais, mas deixa Cristo viver em seu lugar. (Gálatas 2:20) - Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

Estevão Wagner, pastor.

 

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